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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

DEPRESSÃO E O SISTEMA NERVOSO

Centro universitário de Anápolis-UniEvangelica.
Gislei da silva Pimentel, Wander Rodrigues Santos, Herley Gomes Hilário, Wederson Pereira.



A depressão (também chamada de transtorno depressivo maior) é um problema médico caracterizado por diversos sinais e sintomas, dentre os quais dois são essenciais humor persistentemente rebaixado, apresentando-se como tristeza, angústia ou sensação de vazio e redução na capacidade de sentir satisfação ou vivenciar prazer. É considerado uma doença, tem tratamento e atinge em torno de 24 milhões de pessoas na América Latina e Caribe. Um em cada quatro deprimidos procura ajuda.

Depressão é uma palavra freqüentemente usada para descrever nossos sentimentos. Todos se sentem "para baixo" de vez em quando, ou de alto astral às vezes e tais sentimentos são normais. A depressão, enquanto evento psiquiátrico é algo bastante diferente: é uma doença como outra qualquer que exige tratamento. Muitas pessoas pensam estar ajudando um amigo deprimido ao incentivarem ou mesmo cobrarem tentativas de reagir, distrair-se, de se divertir para superar os sentimentos negativos. Os amigos que agem dessa forma fazem mais mal do que bem, são incompreensivos e talvez até egoístas. O amigo que realmente quer ajudar procura ouvir quem se sente deprimido e no máximo aconselhar ou procurar um profissional quando percebe que o amigo deprimido não está só triste.
Uma boa comparação que podemos fazer para esclarecer as diferenças conceituais entre a depressão psiquiátrica e a depressão normal seria comparar com a diferença que há entre clima e tempo. O clima de uma região ordena como ela prossegue ao longo do ano por anos a fio. O tempo é a pequena variação que ocorre para o clima da região em questão. O clima tropical exclui incidência de neve. O clima polar exclui dias propícios a banho de sol. Nos climas tropical e polar haverá dias mais quentes, mais frios, mais calmos ou com tempestades, mas tudo dentro de uma determinada faixa de variação. O clima é o estado de humor e o tempo as variações que existem dentro dessa faixa. O paciente deprimido terá dias melhores ou piores assim como o não deprimido. Ambos terão suas tormentas e dias ensolarados, mas as tormentas de um, não se comparam às tormentas do outro, nem os dias de sol de um, se comparam com os dias de sol do outro. Existem semelhanças, mas a manifestação final é muito diferente. Uma pessoa no clima tropical ao ver uma foto de um dia de sol no pólo sul tem a impressão de que estava quente e que até se poderia tirar a roupa para se bronzear. Este tipo de engano é o mesmo que uma pessoa comete ao comparar as suas fases de baixo astral com a depressão psiquiátrica de um amigo. Ninguém sabe o que um deprimido sente, só ele mesmo e talvez quem tenha passado por isso. Nem o psiquiatra sabe: ele reconhece os sintomas e sabe tratar, mas isso não faz com que ele conheça os sentimentos e o sofrimento do seu paciente.
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A relação de depressão com sistema nervoso central em uma pessoa normal, os neurônios (células nervosas) liberam neurotransmissores, que são capturados por outros neurônios por meio de seus receptores (a substância de comunicação se fixa na célula como uma chave na fechadura). Dentro da célula nervosa, uma bomba de recaptação retira parte dos neurotransmissores da sinapse e uma enzima específica metaboliza o resto das substâncias. Já com uma pessoa com depressão acontece uma diminuição na quantidade de neurotransmissores liberados, mas a bomba de recaptação e a enzima continuam trabalhando normalmente. Então, o neurônio receptor captura menos neurotransmissores e o sistema nervoso funciona com menos "combustível".
Ao se combinar com o receptor, o neurotransmissor GABA altera-lhe a conformação e essa deformação transmite-se ao canal de Cl (Cloro), abrindo-o. Em conseqüência, íons Cl penetram na célula, onde sua concentração é menor que no exterior. Com isso ocorre uma hiperpolarização da membrana pós-sináptica que inibe os disparos do neurônio pós-sináptico por dificultar a despolarização de sua membrana, necessária à geração de impulso nervoso.
Os neurotransmissores são as substâncias responsáveis pelas trocas de informações do Sistema Nervoso Central (SNC). É graças aos neurotransmissores que temos emoções, sentimos prazer etc. Veja quais são os neurotransmissores que influenciam na depressão e como eles atuam e se relacionam.


Isso acarreta em vários sintomas Humor deprimido perda de interesse, prazer e energia, auto-estima reduzida, idéias de culpa e inutilidade. Algumas pessoas acreditam que aqueles que participam destes comportamentos de risco fazê-lo porque querem e enquanto isso pode ser parcialmente correta, a razão pela qual eles estão fazendo isso é porque os faz sentir melhor, aumentando a melhorar o humor os neurotransmissores que possam estar em baixo, como a serotonina. Foi constatado que, quando, por exemplo, um alcoólatra de serotonina é impulsionada perdem o desejo de beber em excesso. Isto é como as drogas antidepressivas como o Prozac - que aumentam os níveis de serotonina, que estimula o humor e resolve depressão. Esta é uma explicação muito básica de como funciona o sistema nervoso.
Normalmente, os fármacos são eficazes em cerca de 80% dos casos de depressão, independentemente da sua causa. São necessárias 2 a 3 semanas até se sentir o seu efeito. Embora todos sejam eficazes, nem todos os doentes reagem da mesma forma ao mesmo composto. No caso de haverem efeitos secundários, aconselha-se que contacte um médico rapidamente, pois esses efeitos colaterais podem trazer prejuízos a saúde da pessoa.
O fato é que a depressão está ligada diretamente ao SNC, pois os efeitos desta “doença” atingem diretamente a produção e controle dos neurônios abaixando sua produção e aumentando a vulnerabilidade do organismo neste período depressivo, apesar dos fármacos afirmarem grande eficaz contra essa doença seus efeitos colaterais ficam bastante evidenciados.

Referências Bibliográficas
ANSIEDADE serotonina e GABA. Rev. Psicofisiologia. 1997 disponível em < http://www.icb.ufmg.br/lpf/revista/revista1/volume1_loucura/cap5.htm, acessado em 07-Nov-2010.

Depressão: disponível em< http://www.santalucia.com.br/neurologia/depresshhh
ao/default-p.htm Acessado em 07-Nov-2010

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